sexta-feira, 20 de maio de 2011

O Homem que Sabia Demais

O grande cineasta Alfred Hitchcock compõe um grupo nada agradável: os do profissionalmente injustiçados.  Dirigiu mais de 50 filmes em sua longeva carreira, que compreendeu as décadas de 30 até a de 70. Indicado 05 vezes ao Oscar de Melhor Diretor, jamais levou o prêmio pra casa, ocasionando a revolta contida de parcela dos cinéfilos, antigos e atuais.

De origem inglesa, o diretor realizou pelo menos 05 dos grandes clássicos do cinema. O prazer em espiar a vida alheia foi retratado em “Janela Indiscreta”, reunindo dois dos artistas favoritos de Hitchcock: James Stewart e Grace Kelly. Stewart, por sinal, esteve ao lado do mestre do suspense em outras ocasiões. A mais famosa parceria entre eles foi “Um Corpo que Cai”, de 1958, abordava o medo de altura do personagem principal, vivido por Stewart. O filme foi mau recebido por crítica e público, mas hoje é considerado a obra-prima de Hitchcock.

O historiador de cinema João Carlos Camargo, de 80 anos, é fã de Hitchcock há pelo menos quarenta. “O modo como ele valoriza cenário, atores e fotografia o torna um cineasta mais do que genial”. Para ele, o melhor filme do diretor é “Intriga Internacional”, que traz a antológica cena em que o astro Cary Grant é perseguido por um avião em um milharal deserto. “Não se faz mais suspense como Hitchcock fazia. Sua vasta obra se solidificou como um gênero atípico e diferente dos demais, deixando um legado de admiradores que se perpetua com o passar dos anos”.

Por Henrique Toreti

Sertanejo em Evidência

Paula Fernandes encabeça o sertanejo contemporâneo
Lançado no início dos anos 2000, nos bares em frente a universidades, no Estado do Mato Grosso do Sul, o Sertanejo Universitário teve como precursores a dupla João Bosco e Vinícius.
            Tocado por instrumentos de percursão e guitarras de volume alto,apresentando um ritmo acelerado, trazendo músicas empolgantes , com versões ao vivo, explorando a participação do público, através de letras de fácil memorização.
            Tem como público alvo,pessoas com faixa etária entre 15 e 30 anos, tocado principalmente em casas noturnas e bares do gênero sertanejo.
Hoje se destacam no cenário musical, duplas como Jorge e Mateus, Fernando e Sorocaba, Victor e Léo, Maria Cecília e Rodolfo, dentre outros.
            Esse estilo musical apresenta letras que abordam assuntos como poligamia e traição, bem diferente das letras abordadas pelo Sertanejo Raiz, que tratava de letras regionais e situações vividas pelos caipiras.
            Explorado pelos meios de comunicação de massa, principalmente o rádio e a televisão, através de trilhas sonoras de novelas influenciando no sucesso de festas, shows e na maneira de se vestir do público.
            Desde 1955, o clube “Os Independentes” promovem e organizam a festa mais famosa do país, a “Festa do peão de Barretos”, onde pessoas do país inteiro e de outros  países participam dos shows e montarias, esse evento é responsável por movimentar  a economia, arrecadando milhões.

Por Viviane Rigonato

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Rota 66 - A História da Polícia que Mata

          
            O livro mostra a realidade da polícia militar nas ruas de São Paulo dos anos 80. Publicado em 1992 pelo renomado jornalista Caco Barcellos, a obra, baseada em fatos reais, obteve enorme sucesso e prestígio, recebendo o Prêmio Jabuti de Reportagem daquele ano. Extremamente violento, Caco retrata o cotidiano de um grupo de extermínio que possuía uma espécie de pré-requisito de suas vítimas. Geralmente os mortos eram jovens negros, entre 18 e 23 anos, pertencentes à classes sociais desfavorecidas.
            Ao longo da leitura do livro, o leitor se depara com a realidade nua e crua das ruas do subúrbio da capital paulista, muitas vezes escondida debaixo do tapete pelas autoridades públicas. Um caso em especial obteve grande repercurssão na mídia: a morte de três jovens de classe média. Usuários de drogas, o trio passeava pelas ruas da cidade, quando foi abordado pelo Rota 66 logo aos tiros, sem mais delongas. O grupo de policiais nem sequer fazia perguntas quando se via de frente com o alvo. A morte dos três rapazes culminou em definitivo com a revolta popular e ganhou um gigantesco espaço nas mídias nacionais. O autor Caco Barcellos precisou sair do país após o lançamento de "Rota 66", devido à ameças que sofreu por integrantes da própria Polícia Militar. Em recente entrevista cedida ao site Almanaque de Cultura Popular Brasil (www.almanaquebrasil.com.br), Caco conta que mergulhou de cabeça no universo dos crimes, investigando as irregularidades cometidas pelos membros da polícia. O livro é até hoje um marco.
            O filme "Pixote - A lei do mais fraco", de 1981, trata da mesma temática: a sequência de crimes praticados pela polícia de São Paulo. O personagem principal, que dá nome à fita, foi interpretado pelo ator Fernando Ramos da Silva, conhecido de Caco Barcellos, que assim como Pixote, pertencia ao mundo do crime e das drogas das favelas paulistanas. Foi morto em 1987 pelos policiais e se firmou como o ponto definitivo para que Barcellos adaptasse a cruel realidade em seu livro, que obteve ainda maior êxito que o filme.
             Eu particularmente acho que a adaptação artística desses casos são tão (ou mais) chocantes que a febre Tropa de Elite, que ficou na boca do povo por retratar a polícia insubornável, diferente dos da Rota, que agiam sem escrúpulos, exterminando culpados e inocentes.

Por Mayara Seaca

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Here we gO!


O blog é um dos frutos mais antigos da Internet e sobrevive até hoje. Se trata de um site que possibilita ao seu criador (qualquer internauta) a postagem constante e contínua de conteúdo. Alguns blogs possuem várias funcionalidades, como associação de aplicativos e customização.

O meu blog (http://luzescamera.blogspot.com) trata basicamente sobre cinema. A taxa de postagem por enquanto é baixa: cerca de três ao mês. Nele, falo sobre filmes, em geral no formato de resenha. Forneço informações importantes dos longas, como data de realização, sinopse, comentários, detalhes, curiosidades e premiações. Escrevo desde 2007, e entre diversas mudanças de endereços e rotina, estabeleci uma constância de postagens em 2010, na frequência já citada, anteriormente. É uma experiência interessante, na qual é possível aprofundar os seus conhecimentos sobre fragmentos da sétima arte, identificando-a e a diluindo no meio social. Além disso, treino e aperfeiçôo a minha redação, aprimorando os resultados.

Agora ao lado das grandes colegas Mayara Seaca e Viviane Rigonato, iremos comandar o Lente Cult, cuja proposta é ir além do cinema, e abranger os assuntos relacionados à cultura em geral, incluindo música e literatura, seja ela nacional ou estrangeira. Nos acompanhe! =D

Por Henrique Toreti