O grande cineasta Alfred Hitchcock compõe um grupo nada agradável: os do profissionalmente injustiçados. Dirigiu mais de 50 filmes em sua longeva carreira, que compreendeu as décadas de 30 até a de 70. Indicado 05 vezes ao Oscar de Melhor Diretor, jamais levou o prêmio pra casa, ocasionando a revolta contida de parcela dos cinéfilos, antigos e atuais.
De origem inglesa, o diretor realizou pelo menos 05 dos grandes clássicos do cinema. O prazer em espiar a vida alheia foi retratado em “Janela Indiscreta”, reunindo dois dos artistas favoritos de Hitchcock: James Stewart e Grace Kelly. Stewart, por sinal, esteve ao lado do mestre do suspense em outras ocasiões. A mais famosa parceria entre eles foi “Um Corpo que Cai”, de 1958, abordava o medo de altura do personagem principal, vivido por Stewart. O filme foi mau recebido por crítica e público, mas hoje é considerado a obra-prima de Hitchcock.
O historiador de cinema João Carlos Camargo, de 80 anos, é fã de Hitchcock há pelo menos quarenta. “O modo como ele valoriza cenário, atores e fotografia o torna um cineasta mais do que genial”. Para ele, o melhor filme do diretor é “Intriga Internacional”, que traz a antológica cena em que o astro Cary Grant é perseguido por um avião em um milharal deserto. “Não se faz mais suspense como Hitchcock fazia. Sua vasta obra se solidificou como um gênero atípico e diferente dos demais, deixando um legado de admiradores que se perpetua com o passar dos anos”.
Por Henrique Toreti

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