“O ser humano sempre foi extremamente fascinado pela imagem”, afirma o historiador de cinema doiscorreguense João Carlos Camargo, de 79 anos. Essa regra vale também aos meios de comunicação. O cinema foi idealizado pelos irmãos Lumiére no final do século 19. Aos poucos, se tornou o maior lazer da sociedade americana, e, posteriormente, das demais. O seu auge de popularidade foi nos anos 40, na chamada “Era de Ouro”. Com o surgimento da Televisão, o cinema nunca mais foi o mesmo. Ainda que continue sendo uma opção de entretenimento bastante escolhida pelas pessoas hoje em dia, é evidente a sua decadência. “Desde 1895, esta arte, evoluindo sempre, presta serviço à cultura”, explica João Carlos.
| Lauren Bacall, estrela nos anos 40 e 2000. |
Alguns astros da Era de Ouro do Cinema ainda vivem e alguns até atuam. É o caso de Lauren Bacall, que, aos 20 anos, estrelou o seu primeiro filme em Hollywood. Em “Uma Aventura na Martinica”, de 1944, Bacall contracena com o futuro marido (e companheiro de mais 5 filmes) Humphrey Bogart. O ator morreu em 1957, vítima de um câncer de esôfago, aos 57 anos. Bacall, no entanto, não desanimou, e após a morte do marido, participou de mais de quarenta filmes. É a prova viva, aos 87 anos, de que é possível estender uma carreira por várias décadas. Em 2011 lança o seu 60º filme, o drama “Carmel”, dois anos após receber um Oscar honorário pela sua longevidade na sétima arte. João Carlos aplaude os artistas que se mantém profissionais durante tanto tempo, como também é o caso de Shirley MacLaine, 77 anos, em atividade desde 1955.
Quanto às perspectivas para a geração atual de astros de cinema, João Carlos se mantém otimista: “Não podemos calcular o quanto o cinema ainda nos proporcionará, já que o progresso não conhece limites”.
Por Henrique Toreti
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