quinta-feira, 9 de junho de 2011

E viva o vintage!

A coleção de discos de Yuri ultrapassa os
mil títulos. Na foto, o seu favorito: "The Dark
Side of the Moon" de Pink Floyd.

O editor de vídeo Yuri Pincelli, de 24 anos, possui uma coleção atípica. Suas dezenas de discos de vinil são a sua maior paixão há quatro anos. "Em 2007, eu acordei num belo dia, me deu cinco minutos e eu resolvi colecionar discos. Eu já tinha alguns de herança, o que tornou tudo mais fácil". De lá pra cá, o número de vinis que ele possuía multiplicou-se. "Hoje tenho mais de mil, entre discos de novela, MPB e coletâneas", conta. Mas o seu forte são mesmo os LP's de rock. Em sua vasta coleção, são destaque os discos de grandes dinossauros do gênero, como AC/DC, Black Sabbath, Queen e Metallica. 

Yuri, que desde criança aprecia a arte dos discos de vinil, conta que o som por ele propagado é diferente das mídias compactas da atualidade. "É o formato original de como se ouvia música quando o álbum foi lançado, sem frescuras de remasterização", brinca. Hoje, grande parte dos artistas musicais se rendem à nostalgia e gravam material inédito diretamente no vinil. "Não sou contra o CD, por mim tudo o que eu tenho em CD eu teria em vinil e vice-versa, acho os dois formatos mais do que válidos. Compro os dois", diz. Na verdade, Yuri coleciona ambos, e, além do formato de vinil ser o seu favorito é também mais barato nos locais em que ele os adquire, geralmente em sebos. "Um vinil me sai por no máximo 15 reais quando é duplo, ao contrário de um único CD que sai por 30 reais", explica.

E a coleção de Yuri não é apenas um enfeite na sua prateleira. Para ele, ouvir as músicas diretamente do toca-discos é a sua válvula de escape para tudo: "Eu ouço disco todo dia, assim como todo mundo ouve música". 

Por Henrique Toreti

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Cultura Escassa

O Centro Cultural de Dois Córregos, em 2011

O Centro Cultural Nilson Prado Telles, de Dois Córregos, possui um projetor de cinema datado de 1955, que há cerca de dois anos ainda utilizava carvão para a iluminação da tela, se tornando uma raridade no universo cinematográfico contemporâneo. O equipamento funcionava através da rede elétrica utilizando eletrodos de carvão para realizar a projeção na telona. Com o fim da produção de carvão específico para este tipo de uso, o projetor agora se engatilha na tecnologia atual e utiliza a lâmpada de xenôn.

O espaço cultural foi inaugurado em 1910, quando Dois Córregos já havia completado mais de 50 anos de existência. Hoje em dia, a cidade conta com poucas opções de lazer e entretenimento. O último evento relevante foi o workshop com o músico Marcinho Eiras, guitarrista da banda do Domingão do Faustão, em Julho de 2010. A coordenadora de eventos Daniela Soffner diz que o objetivo do Centro Cultural é, por mais óbvio que pareça, incentivar a cultura. Para isso, o departamento de Cultura e Turismo de Dois Córregos agenda atrações como peças teatrais, palestras e exposições. Tudo, porém, a passos curtos. O cinema municipal, que poderia ser uma das opções decisivas para um mínimo de absorção de cultura no município, permanece quase que estagnado. As sessões são mensais e atraem poucas dezenas de espectadores por exibição. “Houve uma queda pelo fato das pessoas preferirem frequentar cinemas de shopping pela praticidade de tudo o que reúne no local. Assim, a tradição dos cinemas de ruas é desvalorizada”, conclui Daniela.


Por Henrique Toreti

Lôngeva Atividade

O ser humano sempre foi extremamente fascinado pela imagem”, afirma o historiador de cinema doiscorreguense João Carlos Camargo, de 79 anos. Essa regra vale também aos meios de comunicação. O cinema foi idealizado pelos irmãos Lumiére no final do século 19. Aos poucos, se tornou o maior lazer da sociedade americana, e, posteriormente, das demais. O seu auge de popularidade foi nos anos 40, na chamada “Era de Ouro”. Com o surgimento da Televisão, o cinema nunca mais foi o mesmo. Ainda que continue sendo uma opção de entretenimento bastante escolhida pelas pessoas hoje em dia, é evidente a sua decadência. “Desde 1895, esta arte, evoluindo sempre, presta serviço à cultura”, explica João Carlos.

Lauren Bacall, estrela nos anos 40 e 2000.
Alguns astros da Era de Ouro do Cinema ainda vivem e alguns até atuam. É o caso de Lauren Bacall, que, aos 20 anos, estrelou o seu primeiro filme em Hollywood. Em “Uma Aventura na Martinica”, de 1944, Bacall contracena com o futuro marido (e companheiro de mais 5 filmes) Humphrey Bogart. O ator morreu em 1957, vítima de um câncer de esôfago, aos 57 anos. Bacall, no entanto, não desanimou, e após a morte do marido, participou de mais de quarenta filmes. É a prova viva, aos 87 anos, de que é possível estender uma carreira por várias décadas. Em 2011 lança o seu 60º filme, o drama “Carmel”, dois anos após receber um Oscar honorário pela sua longevidade na sétima arte. João Carlos aplaude os artistas que se mantém profissionais durante tanto tempo, como também é o caso de Shirley MacLaine, 77 anos, em atividade desde 1955.

Quanto às perspectivas para a geração atual de astros de cinema, João Carlos se mantém otimista: “Não podemos calcular o quanto o cinema ainda nos proporcionará, já que o progresso não conhece limites”.

Por Henrique Toreti

domingo, 5 de junho de 2011

Legião nas telonas

Finalmente sai do papel o tão esperado filme "Faroeste Caboclo”, historia inspirada na musica de mesmo nome, da banda de rock brasiliense, Legião Urbana. O filme assim como a canção,conta a historia do jovem João de Santo Cristo que sai de sua pequena cidade do interior para tentar a sorte na cidade grande, Brasília. Em busca de uma vida melhor ,o protagonista,para ganhar dinheiro fácil se vê envolvido com o crime e vira um traficante temido no Distrito Federal,até conhecer Maria Lucia,seu grande amor que faz com que ele se arrependa de seus crimes,mas a saga de João não termina ai,no desenrolar da história muitas coisas acontecem,longe de um final feliz.

O elenco conta com Fabrício Boliveira, no papel de João de Santo Cristo, Isís Valverde como Maria Lúcia e Felipe Adib como Jeremias. E ainda contará com a participação especial de Giuliano Manfredini, filho de Renato Russo(autor da música),que aparece no papel de amigo de João e Maria Lúcia.
Com direção de Renê Sampaio, o filme está sendo rodado na cidade de Brasília e imediações, ainda sem data para estréia.

Fãs dão depoimento sobre a expectativa do lançamento do filme.
Nossa, uma música tão legal com certeza tinha que virar filme. Quem teve a idéia é um Gênio! Aguardando sair no cinema” Pedro Moraes, 23 anos.
Desde que os diretores respeitem o roteiro principal, esse filme vai ser um dos únicos filmes brasileiros bons. Aguardo ansiosamente pela estreia” Antonio Fernandes ,35 anos.
Ah música é ótima, Mas meu medo é que estraguem o filme Mesmo assim to ansioso pra lançarem!” Henrique Garcia Neto,16 anos


Por Mayara Seaca

sexta-feira, 20 de maio de 2011

O Homem que Sabia Demais

O grande cineasta Alfred Hitchcock compõe um grupo nada agradável: os do profissionalmente injustiçados.  Dirigiu mais de 50 filmes em sua longeva carreira, que compreendeu as décadas de 30 até a de 70. Indicado 05 vezes ao Oscar de Melhor Diretor, jamais levou o prêmio pra casa, ocasionando a revolta contida de parcela dos cinéfilos, antigos e atuais.

De origem inglesa, o diretor realizou pelo menos 05 dos grandes clássicos do cinema. O prazer em espiar a vida alheia foi retratado em “Janela Indiscreta”, reunindo dois dos artistas favoritos de Hitchcock: James Stewart e Grace Kelly. Stewart, por sinal, esteve ao lado do mestre do suspense em outras ocasiões. A mais famosa parceria entre eles foi “Um Corpo que Cai”, de 1958, abordava o medo de altura do personagem principal, vivido por Stewart. O filme foi mau recebido por crítica e público, mas hoje é considerado a obra-prima de Hitchcock.

O historiador de cinema João Carlos Camargo, de 80 anos, é fã de Hitchcock há pelo menos quarenta. “O modo como ele valoriza cenário, atores e fotografia o torna um cineasta mais do que genial”. Para ele, o melhor filme do diretor é “Intriga Internacional”, que traz a antológica cena em que o astro Cary Grant é perseguido por um avião em um milharal deserto. “Não se faz mais suspense como Hitchcock fazia. Sua vasta obra se solidificou como um gênero atípico e diferente dos demais, deixando um legado de admiradores que se perpetua com o passar dos anos”.

Por Henrique Toreti

Sertanejo em Evidência

Paula Fernandes encabeça o sertanejo contemporâneo
Lançado no início dos anos 2000, nos bares em frente a universidades, no Estado do Mato Grosso do Sul, o Sertanejo Universitário teve como precursores a dupla João Bosco e Vinícius.
            Tocado por instrumentos de percursão e guitarras de volume alto,apresentando um ritmo acelerado, trazendo músicas empolgantes , com versões ao vivo, explorando a participação do público, através de letras de fácil memorização.
            Tem como público alvo,pessoas com faixa etária entre 15 e 30 anos, tocado principalmente em casas noturnas e bares do gênero sertanejo.
Hoje se destacam no cenário musical, duplas como Jorge e Mateus, Fernando e Sorocaba, Victor e Léo, Maria Cecília e Rodolfo, dentre outros.
            Esse estilo musical apresenta letras que abordam assuntos como poligamia e traição, bem diferente das letras abordadas pelo Sertanejo Raiz, que tratava de letras regionais e situações vividas pelos caipiras.
            Explorado pelos meios de comunicação de massa, principalmente o rádio e a televisão, através de trilhas sonoras de novelas influenciando no sucesso de festas, shows e na maneira de se vestir do público.
            Desde 1955, o clube “Os Independentes” promovem e organizam a festa mais famosa do país, a “Festa do peão de Barretos”, onde pessoas do país inteiro e de outros  países participam dos shows e montarias, esse evento é responsável por movimentar  a economia, arrecadando milhões.

Por Viviane Rigonato

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Rota 66 - A História da Polícia que Mata

          
            O livro mostra a realidade da polícia militar nas ruas de São Paulo dos anos 80. Publicado em 1992 pelo renomado jornalista Caco Barcellos, a obra, baseada em fatos reais, obteve enorme sucesso e prestígio, recebendo o Prêmio Jabuti de Reportagem daquele ano. Extremamente violento, Caco retrata o cotidiano de um grupo de extermínio que possuía uma espécie de pré-requisito de suas vítimas. Geralmente os mortos eram jovens negros, entre 18 e 23 anos, pertencentes à classes sociais desfavorecidas.
            Ao longo da leitura do livro, o leitor se depara com a realidade nua e crua das ruas do subúrbio da capital paulista, muitas vezes escondida debaixo do tapete pelas autoridades públicas. Um caso em especial obteve grande repercurssão na mídia: a morte de três jovens de classe média. Usuários de drogas, o trio passeava pelas ruas da cidade, quando foi abordado pelo Rota 66 logo aos tiros, sem mais delongas. O grupo de policiais nem sequer fazia perguntas quando se via de frente com o alvo. A morte dos três rapazes culminou em definitivo com a revolta popular e ganhou um gigantesco espaço nas mídias nacionais. O autor Caco Barcellos precisou sair do país após o lançamento de "Rota 66", devido à ameças que sofreu por integrantes da própria Polícia Militar. Em recente entrevista cedida ao site Almanaque de Cultura Popular Brasil (www.almanaquebrasil.com.br), Caco conta que mergulhou de cabeça no universo dos crimes, investigando as irregularidades cometidas pelos membros da polícia. O livro é até hoje um marco.
            O filme "Pixote - A lei do mais fraco", de 1981, trata da mesma temática: a sequência de crimes praticados pela polícia de São Paulo. O personagem principal, que dá nome à fita, foi interpretado pelo ator Fernando Ramos da Silva, conhecido de Caco Barcellos, que assim como Pixote, pertencia ao mundo do crime e das drogas das favelas paulistanas. Foi morto em 1987 pelos policiais e se firmou como o ponto definitivo para que Barcellos adaptasse a cruel realidade em seu livro, que obteve ainda maior êxito que o filme.
             Eu particularmente acho que a adaptação artística desses casos são tão (ou mais) chocantes que a febre Tropa de Elite, que ficou na boca do povo por retratar a polícia insubornável, diferente dos da Rota, que agiam sem escrúpulos, exterminando culpados e inocentes.

Por Mayara Seaca

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Here we gO!


O blog é um dos frutos mais antigos da Internet e sobrevive até hoje. Se trata de um site que possibilita ao seu criador (qualquer internauta) a postagem constante e contínua de conteúdo. Alguns blogs possuem várias funcionalidades, como associação de aplicativos e customização.

O meu blog (http://luzescamera.blogspot.com) trata basicamente sobre cinema. A taxa de postagem por enquanto é baixa: cerca de três ao mês. Nele, falo sobre filmes, em geral no formato de resenha. Forneço informações importantes dos longas, como data de realização, sinopse, comentários, detalhes, curiosidades e premiações. Escrevo desde 2007, e entre diversas mudanças de endereços e rotina, estabeleci uma constância de postagens em 2010, na frequência já citada, anteriormente. É uma experiência interessante, na qual é possível aprofundar os seus conhecimentos sobre fragmentos da sétima arte, identificando-a e a diluindo no meio social. Além disso, treino e aperfeiçôo a minha redação, aprimorando os resultados.

Agora ao lado das grandes colegas Mayara Seaca e Viviane Rigonato, iremos comandar o Lente Cult, cuja proposta é ir além do cinema, e abranger os assuntos relacionados à cultura em geral, incluindo música e literatura, seja ela nacional ou estrangeira. Nos acompanhe! =D

Por Henrique Toreti